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Empreendedorismo Educacional

Empreendedorismo Educacional

Diante de tantas necessidades educacionais na maioria dos países, incentivar o empreendedorismo na educação deve ser uma das prioridades dos governos. O professor e escritor austríaco, Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, define o empreendedorismo educacional como um processo de inovação com o propósito de aperfeiçoar a produtividade e a qualidade educacional. O economista e cientista político austríaco, Joseph Schumpeter, outro estudioso sobre o assunto, acrescenta que o empreendedor pode reinventar o sistema educacional de um país.

 

Para que o empreendedorismo floresça, é fundamental que o país tenha um ambiente político, social e econômico estável, com incentivos para atrair e cultivar o processo. Os empreendedores são motivados pela percepção de oportunidade. Eles são visionários, com pressa em transformar o sonho em realidade e podem criar um novo e grandioso mercado para uma ideia.

 

Apesar de ter a maior economia do planeta, o sistema de educação básica dos Estados Unidos não é destaque. Na última avaliação da OECD/PISA, esse segmento do sistema educacional americano ficou na 36º posição. Mas, o ensino superior norte-americano é o melhor do mundo, com sete universidades entre as 10 melhores e cerca de 50 entre as 100 tops do ranking mundial, segundo a avaliação da instituição inglesa Times Higher Education.

 

Diante deste cenário, os empreendedores percebem que na educação básica há muitas oportunidades. O governo poderia tão somente praticar uma política estatal comum e inibir o empreendedorismo no segmento. Entretanto, incentiva as parcerias com os empreendedores para resolver os próprios desafios.

 

Os Estados Unidos possuem milhares de empresas educacionais, criadas com a missão de resolver os problemas educacionais específicos no país, mas muitas logo enxergaram que o mundo era o limite para o know-how desenvolvido e implantado. Essas organizações geram uma receita anual superior a 30 bilhões de dólares, apenas considerando o mercado de educação básica nos Estados Unidos.

 

Há empresas com missões diversas: gestão de escolas públicas, redução de indicador de desistência de alunos, escola de pais, aplicação de testes para admissão em universidades, sistema de avaliação de desempenho acadêmico, tecnologias educacionais, editoras, cursos de idiomas e brinquedos educacionais. Há também instituições que fazem promoções de congressos, treinamento de professores e gestores, tutoria, metodologias, habilidades do século 21 e programas sobre democracia, cidadania, sustentabilidade, empreendedorismo, educação financeira, artes etc.

 

As tecnologias educacionais também têm preços muito mais baixos, se comparados àqueles praticados em países como o Brasil. Enfim, o governo incentiva tudo que entende que poderá agregar valor para melhorar a produtividade e a qualidade do sistema educacional. As universidades cooperam e participam desse processo de empreendedorismo ao criar centros de pesquisa e inovação educacional e oferecer serviços ao sistema de educação básica. As fundações educacionais se multiplicam pelos incentivos fiscais e pelo efeito contagiante do cenário.

 

As escolas também são desafiadas a empreender. As fundações e o governo promovem desafios que premiam, por exemplo, escolas mais inovadoras, mais sustentáveis. Promovem ainda concursos e feiras locais, nacionais e internacionais sobre ciências, educação global, artes, empreendedorismo e cidadania global. Os museus, com seus centros educacionais e de exibições, participam desse ecossistema desafiador e incentivador ao estimular o pensamento crítico e criativo, combustível essencial ao empreendedorismo. Isso gera um círculo virtuoso a serviço do sistema educacional do país e do mundo. Essa é uma revolução educacional que o Brasil precisa fazer.

Texto produzido por Eduardo Carvalho

Ana Uriarte
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