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Criando Inovadores

Criando Inovadores

Há várias definições para inovação, mas considero o conceito estabelecido por Rock Miller, presidente da Olin College of Engineering, muito inspirador: “Inovação é um processo de ter ideias originais e insights que possuem valor, implantando-os de modo que sejam aceitos por um número significativo de pessoas”.

A maioria dos líderes acredita que a sustentabilidade, a recuperação e o crescimento de uma economia dependem de criar inovação. Esses líderes também dizem que precisamos de muito mais jovens que possam inovar nas áreas de ciências, tecnologia e engenharia. Para que essas inovações aconteçam, é preciso investir em um currículo diferenciado em CTEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A globalização requer essa ação.

Considerando que há um consenso sobre a importância vital da inovação na economia, como podemos educar as crianças e os jovens para tornarem-se inovadores? Quais as competências que estão relacionadas com inovação, e como elas devem ser mais bem ensinadas?

O pesquisador da Universidade de Harvard, Tony Wagner, destaca que as pesquisas realizadas mundialmente demonstram que a maioria dos policy makers (elaboradores de políticas públicas) e administradores escolares não tem, absolutamente, nenhuma ideia sobre que tipo de instrução é exigido para desenvolver alunos capazes de pensar de forma crítica e criativa e com habilidades de comunicação efetiva e colaboração.

O educador – pesquisador de Harvard interagiu com empresas altamente inovadoras como Apple, CISCO e Scholastics; visitou escolas na Finlândia, país considerado um dos mais inovadores do mundo; estudou ecossistemas (Pais, ensino e influências de mentores); e entrevistou mais de 150 jovens inovadores. A pesquisa também compreendeu análises micro e macroeconômicas de vários países. O estudo concluiu que para criar uma economia viável e sustentável que gere bons empregos, é necessário que tenha como base uma palavra: Inovação.

Uma nação inovadora precisa produzir muitas ideias para resolver diferentes problemas; precisa desenvolver tecnologias para um planeta sustentável; precisa criar novos e melhores produtos, processos e serviços que outros países necessitem comprar.

O nosso país está longe de ser uma nação inovadora. O indicador global de inovação nos coloca na 61ª posição, e piora ano após ano. Se desejarmos nos tornar uma economia competitiva, precisamos criar não apenas empreendedores, mas desenvolver capacidades criativas e empreendedoras na maioria dos nossos alunos. Isso implica em mudança radical no sistema educacional desde a pré-escola até o nível de Doutorado.

Então, o que é necessário para ser inovador? Tony Wagner, na sua vasta pesquisa sobre o assunto, considera como características essenciais: curiosidade, imaginação, perseverança, vontade de experimentar, tolerar o fracasso e capacidade para design thinking, complementada pelo pensamento crítico.

Após realizarem pesquisa com mais de 300 executivos e 500 indivíduos que criaram empresas inovadoras e inventaram produtos, outros pesquisadores (Jeffrey Dyer, Hal Gregersen e Clayton Christensen) concluíram que há cinco habilidades que separam pessoas inovadoras de não inovadoras: associadores, questionadores, observadores, experimentadores e networkers.

Nessa pesquisa, eles entrevistaram a diretora de Talento da Google, Judy Gilbert, e pediram para ela descrever as habilidades mais importantes necessárias a quem almeja fazer parte do time da empresa. Gilbert respondeu que devem ser essencialmente pessoas competentes, mas que habilidades como curiosidade intelectual e liderança são mais importantes. Ela disse que o(a) contratado(a) tem de ser bom para desenvolver sua função, e, sobretudo, espera que todos sejam líderes, ou seja, assumam o controle da situação e não esperem ser liderados. Segundo a diretora de Talento, para ser bem sucedido(a) na Google, tem de ter um DNA para ação, sempre se questionando como fazer algo melhor.

Teresa Amabile, professora da Harvard University, define que a capacidade para a criatividade e a inovação é resultado da integração de competência, habilidade de pensamento criativo e motivação. Tony Wagner complementa que a cultura de uma instituição educacional, válida também para empresas, compreende os valores, as crenças e as atitudes dos seus gestores, professores, técnicos, staff, e que tal cultura influencia profundamente o desenvolvimento da capacidade de inovação.

Pelo exposto, para criar inovadores uma nação precisa ter fundamentalmente um sistema educacional que contemple o desenvolvimento dessas competências e habilidades em ambientes adequados, a exemplo do que acontece em países que adotaram o modelo das competências e habilidades do século 21, ou o modelo CREATE. Preparar alunos para fazer testes como o ENEM jamais desenvolverá esse DNA nas crianças e nos jovens, e, portanto, não criará INOVADORES.

Autor: Eduardo Carvalho

Ana Uriarte
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